sábado, 15 de janeiro de 2011

Pequeno Exercício Autobiográfico

Alguns passos de minha jornada até agora:
Até 1992, a vida me proporcionou a escolha de um caminho que batia em uníssono com meu coração, ao invés de me dedicar a um trabalho mais tradicional, optei e me orgulho disso, por vivenciar os aprendizados nas areas de história, ciências sociais, filosofia, psicologia e antropologia. Neste período também estudei astrologia e entrei em contato com a psicologia analítica de Carl Gustav Jung.
Em 1993, comecei a conhecer mais e mais das religiões e mitologias comparadas, tema que amo desde criança, no Pro-Eper da Uerj, do qual fazia parte com companheiros que muito me ensinaram.
Entre 1994 e 1998, vivências na área de história, pesquisa e educação, comecei então a conhecer mais sobre a temática da negritude e da história afro-brasileira e africana.

Entre 1998 e 2004, viagens que proporcionaram uma outra visão de mundo e muitas alegrias.

No período das viagens, quando na Escócia, "encontrei" em arquivos da Universidade de Glasgow documentações e cartas sobre Olaudah Equiano - que escreveu sua autobiografia na Londres de 1789 e participou do movimento abolicionista internacional. Dessa "paixão" surgiu uma dissertação de mestrado em História e meu interesse pela escrita de si. Estudar este grande homem e autobiografia foi uma excelente oportunidade.

Em 2000, a aventura maior e mais bela da minha existência, conceber um filho, e trazer-lhe amorosamente ao mundo.

Em 2005, finalizei o curso de Arteterapia, que havia começado em 2003 no Ateliê de Lígia Diniz. Num período curto em 1999, já tinha entrado em contato com terapia artística, mas a vida só me permitiu aprofundar o que seria a grande transformação do meu caminho até então, em 2002. Sou membro profissional da Associação de Arteterapia do Rio de Janeiro desde 2006.

Entre 2006 e 2007, aprendizados profundos com pessoas, instituições e outras paragens, fui então proprietária de um centro cultural chamado Recordatório com mais 3 mulheres. Passou e continuei meu caminho. Mais simples e mais livre. Quando vamos ao fundo do poço é a oportunidade de Re-tornar, mais integrados as Ser que Somos.

Em Arteterapia tenho desenvolvido a passos lentos, o "artegrafar-se", que é um exercício autobiográfico na tentativa de perscrutar o Ser Essencial.

Meu trabalho hoje consiste em atendimento individual em dois ateliês; aulas sobre algumas temáticas em ateliês de arteterapia. Participação em projetos diversos nos quais congrego a experiência de vida, os conhecimentos acadêmicos, arte e arteterapia. Se tudo dá certo, é uma mistura interessante de "borogodó" com conhecimento. Também ofereço oficinas em 4 ou 6 encontros, nas mais diferentes temáticas... muitas cores me atraem, mas meu objetivo é apreender e viver o que Nilson Nunes, bom amigo, falou do meu ofício, ser uma "devolvedora de Eus". Tento tentado, com afeto e atenção.